Prefeitos do Ceará reagem a cachês elevados e articulam ação conjunta
Gestores apontam valores abusivos para contratação de artistas e alertam para impacto nas contas municipais

Prefeitos cearenses têm relatado dificuldades para manter eventos públicos diante do aumento expressivo dos cachês cobrados por artistas. Segundo os gestores, os valores subiram de forma considerada abusiva e estão incompatíveis com a realidade fiscal dos municípios, especialmente em um cenário de queda na arrecadação.
De acordo com os prefeitos, as prefeituras estariam se tornando “reféns” de produtoras responsáveis pela negociação das apresentações musicais. O problema é agravado por mudanças no Imposto de Renda e pelo impacto financeiro do reajuste do salário mínimo, que pressionam ainda mais os orçamentos locais.
O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Joacy Júnior, informou que está sendo marcada uma reunião com presidentes de associações estaduais para discutir o tema e definir uma ação conjunta. A expectativa é que o encontro ocorra já na próxima semana, com o objetivo de buscar medidas que levem à redução dos valores praticados.
Durante assembleia extraordinária da Aprece, o prefeito de Uruoca, Kennedy Aquino, afirmou que estuda reduzir um dia do tradicional Festival de Quadrilhas, citando a alta dos cachês como fator decisivo. Ele defendeu responsabilidade fiscal e a reavaliação do formato dos eventos.
O debate também ganhou força nas redes sociais, com internautas defendendo a valorização de artistas locais como alternativa para reduzir custos e fortalecer a cultura regional.


