Polícia pede prisão de tenente-coronel em caso de PM morta com tiro na cabeça em SP
Laudos indicam possíveis agressões antes do disparo e levantam dúvidas sobre versão inicial de suicídio

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás. A solicitação ocorreu após novos laudos apontarem lesões no rosto e pescoço da vítima, com indícios de que ela pode ter desmaiado antes do disparo e não apresentou sinais de defesa.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após contestação da família. Exames também indicaram ausência de álcool ou drogas no organismo, mas revelaram manchas de sangue em outros cômodos do imóvel. Testemunhos levantam contradições, como o horário do disparo, a posição da arma e o relato do marido, que disse estar no banho, apesar de ter sido encontrado seco pelos socorristas.
Outro ponto que chama atenção é a ligação do oficial ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que esteve no local após o ocorrido. O caso segue sob investigação, enquanto a Justiça ainda analisa o pedido de prisão.


