João Munhoz é indiciado por violência psicológica e obstrução de Justiça no caso Isabelle Caracristi
Namorado da jovem deixou a prisão no dia 1º de outubro e segue cumprindo medidas cautelares; defesa nega as acusações

A Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto pelos crimes de violência psicológica e obstrução de Justiça no caso da morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no dia 13 de setembro, em Fortaleza.
Segundo a investigação, testemunhas relataram comportamento controlador por parte de João. O indiciamento por obstrução de Justiça está relacionado à suspeita de que ele teria tentado localizar e retirar de circulação o celular de Isabelle, vasculhando lixeiras do condomínio, além de ter pedido que familiares da jovem não entrassem no local naquela noite.
João havia sido preso em 22 de setembro e foi solto no dia 1º de outubro após decisão judicial. Ele permanece submetido a medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, proibição de se ausentar da comarca e distanciamento dos familiares de Isabelle.
A defesa afirma que João colaborou com as investigações, nega qualquer tentativa de obstrução e classifica o indiciamento por violência psicológica como “um completo absurdo”. O crime de indução ao suicídio, que havia sido citado inicialmente na investigação, não consta no indiciamento.


